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"A Regra do Jogo" estreia com potencial de João Emanuel Carneiro renovado

Ontem, finalmente após 3 anos esperando, João Emanuel Carneiro retornou ao horário das nove com sua nova novela, "A Regra do Jogo". Eu, fã de carteirinha apaixonado por "Avenida Brasil" (inclusive sdds), não poderia deixar de acompanhar a estreia. Com muita pizza e refrigerante pra comemorar, estas foram as primeiras impressões do novo trabalho:


Primeiramente, importante destacar o primor com que a novela é produzida. Já foi possível notá-lo no primeiro segundo, quando nos deparamos com a primeira surpresa: os capítulos terão títulos, estilo série.


 Apesar do começo num ritmo mais lento, logo a partir do segundo bloco já percebemos a trama mais ágil e aquelas situações "épicas" características de João. Fácil também reparar nos grandes destaques da trama: Romero, protagonista vivido por Alexandre Nero, visto por toda a sociedade como um herói, homem do bem, mas que já mostrou aos telespectadores a verdadeira (?) face: ganancioso, capaz de montar todo um esquema de sequestro para ganhar dinheiro e, principalmente, status de herói. - SEGURA ESSA CRÍTICA À NOSSA SOCIEDADE, BRASIL! - e Atena, vivida por ninguém menos que a grandiosa Giovanna Antonelli. Dona de uma habilidade imensa em aplicar golpes (me lembrou muito a Mulher-Gato, juro! hahaha), a personagem também sabe como ninguém arrancar boas risadas. Icônica, bem como as vilãs de João Emanuel. Susana Vieira, que promete ser um dos destaques, não encontrou muito espaço no primeiro capítulo, bem como Tóia, vivida por Vanessa Giácomo.

A opção escolhida por João Emanuel Carneiro de ter em suas tramas poucos personagens e trabalhar bem em cima deles é outro fator que nota-se bem. Até o segundo bloco, por exemplo, o nosso protagonista Romero mal havia sido apresentado. Ao todo, nesse primeiro capítulo só conhecemos cerca de 10 personagens, outros como o de Tony Ramos, ainda nem sequer apareceram.

O interessante nessa trama é que poderemos acompanhar personagens que tem várias "faces" e como a sociedade se comporta em relação a cada uma delas. Isso faz a gente se questionar: "Será que realmente conhecemos as pessoas do nosso convívio? Será que aqueles tantos 'ídolos' que cultuamos são o que dizem ser? E os políticos? Quantas máscaras não devem ter, tal qual Romero?"

Amora Mautner, diretora geral, é de longe um dos destaques, estreando com o formato "caixa cênica" na gravação das cenas, que dá liberdade aos atores para transitarem por entre os cenários sem a necessidade de ensaios prévios. Bem visível a característica que esse estilo de gravação dá às cenas: em alguns momentos mais parece que estamos assistindo a um reality show (tipo BBB). A fotografia e os cenários no nível de excelência junto às tantas outras características do folhetim fazem com que a experiência de assistí-lo seja compatível com a de um filme.

 Por fim, com uma trilha sonora também maravilhosa, "A Regra do Jogo" estreia, apesar do susto inicial do primeiro bloco com o ritmo bem desacelerado, grande como seu autor. João, inteligente e sabendo de todos os problemas que "Babilônia" sofreu por apresentar logo de cara um capítulo bombástico (demais para a "família brasileira"), soube dosar bem o início de sua trama para que a audiência não se assustasse nem criasse restrições. Muito pelo contrário, os espectadores certamente estão ainda mais sedentos pelas próximas cenas. E dá-lhe João Emanuel Carneiro! Ele voltou.

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