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#RESENHA | CD | "Froot" é o melhor dos álbuns anteriores de Marina & The Diamonds







  
Marina Diamandis, mais conhecida pelo nome artístico citado no título desta resenha, lançou em março deste ano (2015) seu terceiro álbum de estúdio, "Froot". Marcado pela sua forte presença durante todo o processo de produção do disco, desde as composições até os processos finais e carregado de sua personalidade, "Froot" não só é o melhor disco da Marina, como também uma perfeita junção do melhor de seus álbuns anteriores.

Começando pela sonoridade, é fácil reconhecer o "The Family Jewels" e o "Electra Heart", CDs anteriores de Marina, dentro do "Froot". Se o primeiro possuía como características um som mais puxado para o indie rock, mais rústico, orgânico e soava menos produzido, após a parceria com Dr. Luke (produtor famoso por trabalhar com nomes como Katy Perry, Rihanna, Ke$ha) e o lançamento do "Electra Heart" tudo mudou e Marina voltou (ou começou, já que muitos consideram esse seu primeiro CD) confusa num emaranhado de músicas por vezes genéricas que não pareciam ter ligação nenhuma num CD que mais parecia uma coletânea de hits - Lana Del Rey já passou por problema semelhante no Born To Die -.

Com Froot, Marina demonstra compreender bem os problemas dos discos anteriores e corrige-os com maestria. Pega-se um pouco do orgânico do primeiro trabalho, junta-se ao pop mais genérico do segundo e booom: se tem um CD absolutamente coeso, bem produzido, trabalhado. A cantora, que tecnicamente continua usando muito da voz "de cabeça", desfila suas canções poderosas ao longo do CD enquanto os instrumentais brilham sob sua voz numa parceria que casa perfeitamente.

Marina escreveu todo o álbum sozinha, algo que certamente foi fator primordial para o sucesso final do trabalho. A liberdade para tratar das músicas da forma que quisesse faz das letras bem diferentes das do "Electra Heart": enquanto no trabalho com Dr. Luke a galesa sai "atirando" contra mulheres superficiais, a sociedade, fala sobre controle, glamour e mais parece gritar feito uma adolescente histérica em determinadas faixas (muito disso deve vir de Dr. Luke para que o CD vendesse, certamente), o "Froot" mantém-se igualmente poderoso, mas dentro de si. As letras, contidas, aqui tratam de imortalidade, amores, realização pessoal, mesmo que em casos como a da faixa título sejam absolutamente descartáveis.

Brilhante: assim é o"Froot". Resultado de muito trabalho, o disco é claramente Marina Diamandis na sua máxima essência: sintético, orgânico, bem organizado, coeso, bem composto e recheado de hits que certamente não serão descartados tão cedo.

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