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#RESENHA | CINEMA | 'A Colina Escarlate': COM fantasmas, não SOBRE


Logo durante as primeiras cenas de "A Colina Escarlate", a protagonista interpretada pela atriz Mia Wasikowska solta um "tem fantasmas, mas não é sobre fantasmas", quando questionada sobre uma história que havia escrito (a personagem é escritora). Analisada sob um outro aspecto, dá para subentender que talvez aquela passagem seja um rápido recado de Guillermo del Toro sobre o próprio trabalho.

O filme tem vários detalhes estéticos próprios do diretor, apesar do gosto as vezes semelhantes ao de Tim Burton. Após 'Círculo de Fogo', longa mais voltado à ficção científica, del Toro mergulha novamente na fantasia 'gótica', investe num romance dramático e o interpela com suspense num trabalho que prima pela fotografia genuína e artística.

A história gira em torno da até então escritora Edith Cushing (Mia Wasikowska), apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), irmão da fria e estranha Lucille Sharpe (Jessica Chastain). Ao casar-se, Edith decide ir viver ao lado do seu marido na sua mansão, no alto de uma colina (mansão essa que foi toda construída nos sets). Amedrontada pela casa, porém, a protagonista descobre histórias macabras que mexem com sua sanidade mental.

Jessica Chastain surge carregada de sotaque, junto a Tom Hiddleston, que aparece excelente em cena, substituindo à altura seu amigo Benedict Cumberbatch, que seria o protagonista, mas que de última hora teve que deixar o projeto por razões desconhecidas.

Dadas as fontes que garantem que o longa teve cerca de doze versões, tendo partes reescritas logo após Benedict e Emma Stone (originalmente protagonista também) serem substituídos, mais algumas modificações realizadas durante a produção, fica fácil compreender a mente criativa e o capricho de del Toro com seu produto. 'A Colina Escarlate' serve para reafirmar o diretor enquanto único em Hollywood em criar e dar vida a produções fantasiosas e mundos surreais.

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