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'A Travessia' lembra 'Forrest Gump', mas se prova enquanto filme



cena de 'A Travessia'.


Baseado na história de Philippe Petit, artista francês que em 1974 atravessou ilegalmente as Torres Gêmeas se equilibrando em um cabo de aço e no seu livro, essa semana o filme ‘A Travessia’ chegou aos cinemas, dirigido por Robert Zemeckis ('Náufrago', 'Forrest Gump', 'De volta para o futuro'). Ótimo drama com uma excelente condução, que absolutamente não cansa e entrete por 2 horas, o longa é a comprovação de que o cineasta continua em ótima forma.

Joseph Gordon-Levitt aparece aqui com a fala carregada do sotaque francês (Philippe não era americano) e perfeitamente dentro de seu personagem, sabendo encaixar cada nuance da personalidade do protagonista com seu respectivo momento em cena. Ben Kingsley engole boa parte do elenco, numa atuação absurdamente sofisticada.

O filme, que no aspecto percussivo do seu tema principal (instrumental) lembra um pouco ‘a bateria’ da trilha sonora de 'Birdman', por outro lado possui também várias características que relembram bastante o aspecto narrativo de 'Forrest Gump', trabalho do mesmo diretor que lhe rendeu vários Oscar(inclusive melhor diretor), mas com uma sutil diferença central que o difere: aqui a história é contada a partir de um ponto linear pelo próprio protagonista, narrador personagem. Fica como grande mérito do novo trabalho de Zemeckis a tensão em altíssimo nível que ele consegue imprimir no ato final e mais aguardado: a passagem de Philippe pelas Torres Gêmeas.

Talvez o título de 'A Travessia' seja mais literal do que sugere. É nesse momento do filme, que o enredo faz questão de levar ao encontro durante toda a história, que o longa acontece. Ao produzir tensão no nível certo, ao passo em que fotografia e sonoplastia brilham junto a Joseph, sozinho 'lá no alto' e com espaço suficiente para demonstrar que é ótimo ator, utilizando-se de seu corpo com maestria (a gente nunca tem a sensação de que não é ele em cima da corda), Zemeckis entrega mais um trabalho no nível da excelência. E convenhamos, para alguém com a sua filmografia, não é de se surpreender._

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