// VINHETA FINAL DE ANO 2017 | FELIZ NATAL E ANO NOVO!

// PLAYLIST DO MÊS | DEZEMBRO // FERNANDO WISSE

CRÔNICA DA BARATA VOADORA

Era 4:20. Era madrugada. Eis que eu, sonolento, decido ir ao encontro da cama para dormir. Ligo o ar-condicionado. Me deito. Respiro. Relaxo.

Parsh!. "Oi?". Olho ao redor, o medo cresce dentro de mim. "Que barulho há de ter sido esse?". Perco o sono. "Argh! não é nada, relaxa". Mas o barulho, meio que como se alguém estivesse batendo na porta, ou ao menos estivesse por ali perto, me deixa assustado. Meu pai está acordado? Improvável. Então o que seria? "É um espírito, pronto". "Deixa ele aí quieto". Me acalmo, deito, pego o celular, abro o instagram.

 Passados alguns minutos, o barulho surge novamente. Puff!. Vejo voando em minha direção um 'mosquito'. "Ah, cacete! É só um 'rola-bosta', caramba". Mas não. Aquele ser maligno, escuro, grande, que me olha feito quem me despreza segue em minha direção, até que pousa sobre a cama. "CARALHO! É UMA BARATA VOADORA". "Corre, menino". E corre. "Vai me comer esse negócio".
- Painho! Painho! - E a casa acorda.- Uma barata voadora!
Minha mãe levanta: - Cadê?
- Tá aqui, ó.
Mas ela voa. Voa. Entre no quarto dos pais. Some. "AAAAAAAAAAAAAAH", grita minha mãe. "Mataaaa". E eis que agora, com a casa acordada, inicia-se a caça à barata voadora. Minutos depois:
- Matei! - O alívio. O sangue de volta às veias. O sorriso. "Vou verificar".
- Pera, mas essa não é ela!  \o/


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