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NICHOLLE KRYSSIA | LIVROS | 'O Pequeno Príncipe'

Venho falar-lhes um pouco sobre uma trama que me encantou, me apaixonou, me fez viajar e ver o mundo com outros olhos: 'O Pequeno Príncipe'. Ao começar a leitura, me perguntei: “Como pude viver tanto tempo sem ler este livro?”

 Junto a esta sinopse terei que fazer uma confissão, tenho que dizer-lhes que eu já cheguei a odiar, ter um verdadeiro abuso desta história, já que tinha visto uma peça teatral que a encenava. Admito que me decepcionei com o que vi, não porquê o espetáculo não fosse bom, era muito bem encenado, o cenário estava lindo, mas era algo mais pessoal, algo como não entender a mensagem que estava sendo transmitida. Tentei várias vezes ainda quando criança assistir ao filme, e não consegui, era algo estranho que não prendia minha atenção e não despertava o meu interesse. Tentei também umas duas ou três vezes ler o livro há alguns (muitos) anos atrás, mas não conseguia, não gostava, não achava interessante.

Até que nos últimos meses algo despertou em mim e eu senti sede, digamos assim, de ler 'O Pequeno Príncipe'. Claro que esta sede não surgiu assim do nada: estávamos eu e minha madrinha conversando sobre livros quando ela me falou dele, logo eu reagi dizendo que nunca tinha lindo, pois não gostava. "Nunca tinha conseguido simpatizar com esta obra". Foi aí que ela começou a rasgar elogios sobre o mesmo e isso começou a despertar o meu interesse. O que me motivou mais ainda foi uma frase que ela citou para mim: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E foi nesse dia que eu decidi que tinha que ler, e mesmo que não gostasse, teria que fazer este “sacrifício”. 

Procurei o bendito livro para comprar, e por incrível que pareça não achava, até que enfim consegui. A partir do momento em que iniciei a leitura comecei também a me apaixonar pelo mesmo. Aquele 'Pequeno Príncipe' logo me fez lembrar do meu, o meu filho de cinco anos José Kaleb. Não tem como não morrer de amores por esse principezinho de "cabelos da cor do trigo” que jamais desiste de uma pergunta que fez, que consegue enxergar um pequeno carneiro dentro de uma caixa com alguns furos. Embora a principio tenha sido destinado a crianças, digo-lhes que é necessário uma certa maturidade para que se possa compreender a mensagem escrita nas entrelinhas do livro. Talvez só agora tenha adquirido essa maturidade, por isso só agora consegui lê-lo.

É uma história que fará você viajar, e assim como a maioria dos livros, fará também com que repenses e reveja aspectos na vida que talvez não tenha antes prestado atenção. Para mim a essência deste trabalho é essa: fazer com quem você preste mais atenção naquilo que lhe cerca, naquilo que parece não ter importância ou que aparenta ter pouca, mas que se dedicado um pouco mais da sua atenção, fará você ver o quão importante, mágico, encantador realmente é. Afinal de contas, “o essencial é invisível aos olhos”.

Como não se apaixonar pelo Pequeno Príncipe?

Tenham um bom final de semana e feriado, e permitam-se deliciar com a leitura, e com o mundo que nela existe.
Beijos...
Nicholle.

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