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PAULO JR. | HOJE O DIA É DE TRISTEZA

 

'Finalmente conseguiram aquilo desejavam: deu-se um novo golpe neste país. Um Senado injusto, corrupto e hipócrita condenou alguém inocente, que em seu tempo de governo buscou apenas que seu povo sorrisse. Sorrisse diante de novas conquistas e da manutenção daquelas já alcançadas.

Hoje, verdadeiramente digo algo que pensei nunca dizer: estou triste em ser brasileiro, triste em notar o quanto as pessoas podem ser injustas e medíocres, triste por olhar meus ideais sendo aos poucos destruídos e postos abaixo, tal meros detalhes. Há ainda aquele nó indescritível na garganta, nó de quem não esperava vivenciar algo assim, nó de quem não aceita e jamais aceitará um outro presidente que não aquele que manifestou-se como desejo popular.

Este dia ficará na História, sobre ele pairará a mancha negra e sombria de se tirar maleficamente, sem justificativa, a primeira mulher presidenta da República. Tirou-se do planalto a dignidade, a leveza, o sorriso e dureza sutil que apenas uma mulher pode ter, mulher no mais amplo e belo sentido da palavra, uma guerreira que não abateu-se ao lutar por liberdade em 64, e que não esmorecerá ao batalhar para defender sua história de honradez e moralidade.

Orgulho-me desta mulher, que mantém no rosto a serenidade e a simplicidade, características peculiares aos justos. Dilma Rousseff deixa o poder pela porta da frente, deixa a presidência e assume dignamente seu espaço na História, que certamente à tratará com o respeito que lhe é devido, pois poderemos sempre nos honrar de termos Dilma, este coração valente, como presidente, exemplo e inspiração. Acreditem, a luta não acaba hoje, pois aos justos sempre permanecerá o desejo de mudança, de construção de uma sociedade melhor.

Aos senadores, pergunto-lhes, como dormirão à noite, como justificarão às suas consciências o que fizeram hoje, como poderão dizer a seus filhos que macularam a democracia? Dilma, sinônimo de guerreira, de lutadora, uma inspiração, ou simplesmente mulher, presidenta única e insubstituível.'


Texto escrito por Paulo Jr. Alves.

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