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RAPIDINHA | CINEMA | 'Ben-Hur' peca por ser clichê






 


















Remakes são sempre trabalhos difíceis de se fazer. Principalmente quando o original é um clássico e premiadíssimo filme. Certamente minha resenha poderia ser melhor se eu já houvesse assistido ao 'Ben-Hur' de 1959, mas como não o fiz, posso apenas me ater a nova adaptação. E irei.

 Cheio de clichês, mas boas atuações - algumas medianas -, inclusive do brasileiro Rodrigo Santoro na pele de Jesus Cristo, nas pouquíssimas aparições que faz, o longa chega a ser bastante tocante em alguns momentos. 'Ben-Hur' é carregado de drama, mas por vezes não consegue dar a profundidade necessária para criar o ambiente preciso nesse tipo de abordagem. A história dos irmãos, que motiva toda a trama, por exemplo, é muito fraca e mal se sustenta, principalmente pelo uso exagerado de clichês na relação desenvolvida pelos dois. No final das contas, parece que todo o filme funciona melhor como fábula do que como história em si. Ou como propaganda religiosa. A ação, por outro lado, é ótima.

A trilha sonora é outro ponto cheio, ao lado da fotografia, que apesar de não ser brilhante, é competente. No entanto, ao sobrecarregar toda a trama com histórias previsíveis e reviravoltas que certamente não conseguem prender a atenção do telespectador mais exigente, o filme perde força. E é aí onde o longa, meio que religioso, numa ironia da vida, peca.

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