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#RESENHA | CINEMA | 'Jason Bourne' renasce em ótima forma por tratar de temas importantes e atuais

 























'Jason Bourne' marca o recomeço de uma das franquias mais bem sucedidas da história do cinema Hollywoodiano. Para tanto, o diretor Paul Greengrass e o ator Matt Damon voltaram à produção nesse retorno.

Apesar do filme reciclar ideias já utilizadas em muitos longas de ação, e na própria franquia anteriormente, o que pode dar um certo ar de clichê em vários momentos, o que fica de interessante no longa não só supera essas sequências óbvias, como também cria uma nova vertente para que a história não se torne repetitiva e possa gerar novos produtos, além de dar uma sensação épica em várias cenas.

É de certa forma genial a forma que Paul Greengrass encontrou para tratar, no longa, uma ficção, temas reais importantíssimos que passam neste momento por discussões no mundo todo. Afinal de contas, até onde uma agência federal de investigações pode ir para 'proteger' o país? Será que é ético quebrar o sigilo de bilhões de pessoas e invadir a privacidade em nome de uma proteção que muitas vezes nem acontece? Já pensou se na verdade o governo por trás desta ideia não buscasse proteger-se, mas sim controlar o mundo? A informação e o controle de dados a partir do sigilo quebrado pode funcionar como uma importante arma também. Há este lado. E o filme mostra claramente como muitas agências federais funcionam, manipulando e maquiando a realidade a seu favor, tratando, muitas vezes, pessoas, que deveriam ser protegidas segundo seus próprios ideais, como nada. E passando por cima delas.

Esses tipos de questionamentos são discutidos quase que durante todo 'Jason Bourne', mesmo que o personagem principal, que dá nome à franquia, mal fale. O diretor até se pronunciou e afirmou que os filmes do Bourne sempre foram mais focados na ação, não em diálogos.

Seja pelo elenco caprichado em ótimas performances, da fotografia - meio esverdeada, azulada - já característica da franquia que está de volta, da trilha sonora e sonoplastia excelentes, da direção que permanece ágil e inteligente ou das coreografias de luta que se mantém no mesmo nível altíssimo, 'Jason Bourne', apesar de alguns clichês e sequências previsíveis, retorna na sua melhor forma. Torna-se um produto de altíssima qualidade por levar o público a questionamentos maiores que nós, atuais e o principal: absolutamente importantes. De 2002 pra cá muita coisa mudou no mundo. A franquia renasceu em 2016 e junto a ela todo o universo que a cerca, tornando-se mais atual que nunca. Um mérito e tanto.

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