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#RESENHA | CINEMA | 'Doutor Estranho' é despretensioso

























Um dos maiores problemas que a Marvel enfrenta atualmente é a escassez de ideias e lugares novos para ir. Os últimos filmes são a prova viva disso. Sempre fadados a seguir uma mesma fórmula, se torna fácil destrinchar suas tramas.

Primeiramente, fora Temer é importante destacar o visual e o design de 'Doutor Estranho'. Cheio de cores, elementos místicos e psicodelia, acompanhado por uma trilha sonora competentíssima, tudo aqui funciona perfeitamente bem para te fazer entrar em transe a qualquer momento.

As atuações são de alto nível. Benedict Cumberbatch está ótimo no papel e Tilda Swinton engole qualquer um numa performance ao mesmo tempo simplista e potente, dois dos elementos que sua personagem, inclusive, representa bem. Demais atores igualmente em ótimos momentos.

Mesmo que um projeto mais distante da fórmula Marvel que vem incomodando, o grande problema deste longa ainda é a forma como certas situações são tratadas e alguns encaminhamentos. A inserção de piadinhas é completamente desnecessária aqui. Às vezes até o próprio Cumberbatch parece constrangido e obrigado a fazer brincadeiras completamente sem timing, que não acrescentam em nada e, muito pelo contrário, fazem o filme decair muito.

'Doutor Estranho' tinha nas mãos a possibilidade de representar um novo marco. As sequências psicodélicas e o texto primoroso em alguns momentos poderiam render ao trabalho um lugar especial ao lado de produções do naipe de 'Matrix' e 'A Origem'. No entanto, tudo que o filme consegue ser é um ótimo trabalho, porém despretensioso. Um pequeno oásis para quem não aguenta mais os mesmos filmes de super-heróis.

Sendo assim, ainda que tenhamos ótimos momentos dignos de uma grande e icônica história, 'Doutor Estranho' não parece querer ser tudo o que poderia. O ato final, por exemplo, não consegue parecer tão ameaçador quanto deveria nem muito menos tão urgente. Quando a sessão termina o espectador não sente nada para além dali. O filme não parece causar efeito algum. E se tantos elementos poderiam facilmente fazer do trabalho um incrível blockbuster, o resultado final não é mais do que esquecível. Uma pena.

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