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 'Os 13 Porquês'

 Há algum tempo pacientes e alunos me cobravam uma opinião sobre 'os 13 porquês'. Arrumei uma folga e resolvi começar pela série. Achei fantástica, um clima de tensão psicológica necessária para a temática. Confesso que vi um episódio depois do outro e fiquei bem impactado com o último. Aviso desde já: caso esteja desequilibrado emocionalmente é recomendado buscar ajuda psíquica, e penso ser inadequado assistir essa série.
Quanto ao livro fiquei um pouco decepcionado, é uma escrita adolescente, para adolescente, que chega até a desmerecer um pouco a temática. Então ficamos com a série para essa dica de hoje. Trata da história de Hannah Baker, adolescente que antes de cometer suicídio gravou 7 fitas, apresentando 13 motivos para ter tirado a própria vida. Cada motivo, uma pessoa. A regra das fitas é simples e clara, ouça e repasse para o próximo, se isso não acontecer essas gravações se tornarão públicas.
Clay Jensen, um dos porquês, protagoniza o livro (e a série). Então é uma obra sobre Hannah que se descortina pelo olhar do Clay ao ouvir as fitas. Óbvio que exageraram no Clay, tornaram ele muito mais caricato na série do que no livro, mas de certa forma conseguiram dar um fechamento interessante para seus esforços.
Acredito que o grande ensinamento da história é que comportamentos aparentemente normais para nós podem ferir profundamente outras pessoas. Nosso egoísmo nos impede de olhar para o lado e perceber a dor do outro, pois estamos muito envolvidos com nossa própria do.
O suicídio é uma dor exposta para todos! É um clamor difícil de silenciar, expõe as fragilidades humanas de uma forma que algumas pessoas ficam estarrecidas sem saber o que fazer (ou falar), e preferem, simplesmente, culpar alguém, especialmente o suicida. É muito comum ouvirmos que suicídio (ou depressão) é fraqueza, que é falta do que fazer. Essa visão é retrógrada e tem levado vários seres humanos para sofrimentos profundos, por vezes sem esperança de resolução. Sente-se sozinhos e sem nenhum apoio, deslocados do mundo, da vida.
A série (e o livro) é um alerta para pais, amigos, irmãos... caso você tenha alguém que ame: veja essa série; caso nunca tenha passado por nada parecido na vida: veja essa série. Todos estamos abertos a possibilidade de algo acontecer que nos “roube o chão”. Trabalhar emocionalmente para essas surpresas é o que nos resta.

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