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BRENO ALLEN | #RESENHA | CINEMA | 'Thor: Ragnarok' combina aventura e diversão em uma comédia ao estilo 'Guardiões da Galáxia'



   A principal crítica que os filmes da Marvel recebem é a de seguirem sempre uma fórmula e não ousarem ser mais do que simples filmes família. Porém, a grande virtude que a maioria deles tem é a diversão, e ela é uma das principais responsáveis pelo sucesso do Universo Cinematográfico do estúdio. Agora, esse fator diversão em 'Thor: Ragnarok' se evidencia mais do que em qualquer outro filme da Marvel.
   Na sinopse, o fim do mundo, chamado de Ragnarok, virá através de Hela, a Deusa da Morte, que planeja tomar o trono de Asgard. A partir daí, Thor terá que entrar numa aventura para impedir a vilã numa batalha em que encontrará aliados inesperados no meio do caminho.
   O clima aventuresco é o destaque principal do longa, e é bem desenvolvido pela direção, onde o diretor Taika Waititi se mostrou entendido do assunto. As cenas de ação são um dos pontos fortes do filme, a produção usa de uma coreografia de luta mais veloz e agressiva do que as vistas antes nos dois longas anteriores do deus nórdico, e todas essas cenas são aliadas à uma fotografia e direção de arte extasiantes, que transformam o produto numa verdadeira carta de amor à estética dos quadrinhos do Thor pelo Jack Kirby.
   Os personagens são bem utilizados e tem suas funções bem desenvolvidas na trama, exceto Odin, que pela terceira vez acaba sendo mal aproveitado nessa trilogia. Entretanto, o protagonista acaba tendo sua melhor representação no cinema. Embora algumas piadas prejudiquem, o sincero esforço de Cris Hemsworth acaba dando fôlego ao personagem, que nunca atingia seu melhor nos outros filmes da franquia.
  Bebendo da fonte musical de 'Guardiões da Galáxia', a trilha sonora acaba sendo um bom componente, ajudando na imersão do público em algumas cenas, utilizando desde Led Zeppelin até temas que poderiam ser usados para narrarem uma história em quadrinhos. Porém, há outro elemento muito presente em 'Guardiões da Galáxia' que 'Thor: Ragnarok' tenta replicar sem sucesso, que é o humor. As piadas do filme se dividem entre boas e ruins, onde essas últimas tiram o peso da cena e de alguns momentos entre personagens. A decisão de fazer desse terceiro filme uma comédia foi arriscada, e o risco acabou prejudicando no resultado final.
   Há também os amigos guerreiros do Thor, que no primeiro e segundo filmes eram como irmãos para ele. Aqui, a Lady Sif some sem nenhuma explicação, e todos os outros são assassinados pela Hela. Ele não dá a mínima para essas questões, aliás. Outra coisa que não existe no longa é o próprio 'Ragnarok', pois em quase nenhum momento a tensão de um apocalipse é posta em primeiro plano no roteiro.
  Entretanto, o saldo final é bem positivo, o que é bastante para colocar 'Thor: Ragnarok' como o melhor da trilogia, embora isso não seja grande coisa. A aventura e a energia da diversão do filme são o grande acerto da produção, e principalmente no frenético embate entre o Hulk vs Thor, que fará a Marvel vender muitos bonecos, certamente.

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