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MÁRIO FREIRE | CARIRI | #DICA07DOPROGRAMANOITEADENTRO



Pense em De Volta Para O Futuro. Agora pense em nonsense, existencialismo, niilismo e um pouco (um muito) de álcool e outras drogas. Agora imagine isso em um desenho animado. Pronto, você acabou de visualizar Rick e Morty, um dos desenhos adultos mais aclamados dos últimos tempos.

Em um ambiente familiar conturbado, Rick Sanchez, uma espécie de supergênio cientista maluco alcoólatra, leva seu neto Morty, um adolescente de 14 anos, em aventuras por outras galáxias, dimensões e realidades alternativas, expondo sempre o que há de pior no comportamento humano, aliado ao humor ácido e sem limites que permeia todas as 3 temporadas da série.

Em um trabalho criativo simplesmente genial, os autores conseguem insights possíveis apenas tendo por base o improviso, marca registrada do desenho, valendo salientar que na estrutura da série, primeiro são feitas as vozes e só depois a animação, o que dá uma liberdade absurda para a veia criativa dos criadores/dubladores saltar.

Falando em dublagem, recomendo assistir a versão com BR, uma das mais bem feitas que conheço. Longe de ser baseada em traduções literais, os dubladores do Brasil conseguiram imprimir o mesmo DNA da original na sua versão, transpondo piadas que só funcionariam no contexto norte-americano, inclusive nos musicais que permeiam alguns episódios, que não soam nem um pouco bobos comparados a algumas dublagens que vemos por aí.

Rick e Morty é o tipo de modinha que vale muito a pena embarcar. Se você curte Os Simpsons, Uma Família da Pesada, entre outros do gênero, é uma excelente pedida.

Disponível na Netflix.

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